quinta-feira, 26 de julho de 2007

Como uma família

Eu acredito muito mais que os pais são ensinados pelos filhos do que o contrário. É muito mágico você poder ver seus filhos pensando sozinho e tomando as suas decisões.

A primeira lição que é aprendida é que nada deve ser feito de forma unilateral. Tudo deve ser analisado, pesado e escolhido. De forma conjunta: como uma família. O filme a ser assistido, o refrigerante a ser escolhido, a fruta a ser comprada, a que horas se deve dormir, qual restaurante se deve escolher. São infinitas escolhas que devem ser feitas como uma família.

E quando seus filhos pensam de forma diferente de você? Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Você não acha importante estudar? Ótimo, vai ficar sem computador. Tirou nota baixa? Não vai sair com os amigos. Fora os sermões diários, checagens randômicas e etc. Mas para quê tudo isso? A família escolhe o que é melhor para todos. Esse é o verdadeiro socialismo.

A família nunca abandona. Quando um chega mais tarde, outro mais cedo, quer tomar banho, quer assitir TV: todas as escolhas são tomadas para que tudo funcione de forma harmoniosa. O jantar estará à mesa para todos, para que se possa jantar como um família.

É a única coisa que eu gostaria que meus filhos lembrassem em suas decisões: escolham sempre como uma família.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Basquete

Eu sempre gostei de esportes. Um deles em especial: basquete. Não sei se pela dominação da propaganda dos Estados Unidos, NBA ou sei lá o quê.

O engraçado é que só depois de "velho" é que vim observar melhor o jogo. Hoje em dia vendo minha filha jogar no colégio com suas amigas, é que me deparo com situações estranhas. Não sei se é pela cultura do Brasil, mas o que se "incentiva" é o ataque. O que eu vejo é uma vontade desenfreada de pegar a bola e fazer "aquela cesta".

No minha humilde visão, o basquete é um jogo de defesas, no qual você começa o jogo SEM a bola e busca fazer o outro time perder a posse da bola. Aumentando a marcação (101), garantindo o rebote defensivo, fazendo as coberturas. No ataque: infiltração e bandeja, levando-se em conta os lances-livres. Buscar o rebote defensivo sempre e ajudar no "corta-luz" (característica defensiva aplicada ao ataque). Este é o esboço, bem básico na verdade, do jogo de basquete para mim.

O que eu vejo na prática entretanto é outra coisa: fazer cesta com "jump shot". Em qualquer lugar. Sempre que se encontra marcação a busca é por um espaço para arremessar. Arremessar dos três então é a glória. Como o conceito básico de fazer bandeja não consegue se estabelecer no esporte local? Estarei errado? Pelo menos é dessa forma que os americanos jogam.

É desta forma que se ensinam a jogar basquete: dois dentro do garrafão, três fora. Os três ficam passando entre si e arremessam quando puderem. Isso é trabalhar a bola nesta filosofia. Sei que esta não é a verdade para todos os times, clubes ou escolas, mas digo, essa é uma forma de jogar bastante difundida.

Assim fico eu assistindo o treino, pensando quando será que a gente irá mudar o nosso paradigma de jogo? Espero que a minha filha tenha paciência com o papai pedindo que ela vá para bandeja ao invés de arremessar... :)

Educação e Respeito

Quanto mais eu penso, mais eu me convenço de que todos os nossos problemas passam pela falta de duas coisas: educação e respeito.

Já vi algumas pessoas dizendo que é a impunidade que incentiva ações criminosas. Não querendo entrar neste mérito da questão, mas esse enfoque parte do princípio que temos que punir, e me parece que toda punição tem o cunho do controle/monitoramento. Um certo dia ouvi dizer que o que move a sociedade a se comportar em determinados padrões é a vergonha. É a vergonha que faz o ser-humano querer tomar banho todos os dias, pentear os cabelos e etc.

Eu estava com meu filho um certo dia no seu colégio esperando a vez para pegar os seus pertences no guarda-volumes e vi que vários jovens furam a fila. Isto seria uma mostra de inteligência para acelerar o seu atendimento ou seria uma falta de respeito aos demais? Na minha humilde opinião é falta de respeito. Uma pergunta então me vem a cabeça: eles fazem isso pela certeza da impunidade ou pela falta de educação e respeito? Mais uma vez acredito que pela falta de educação e respeito. Será que meu filho aprenderá a respeitar a ordem da fila ou será ele um dos que também furam a fila quando eu não estou presente? É justamente isto que falta. Acompanhamento. Vida em família em harmonia com a sociedade. Não é a certeza da impunidade.

Os jovens estão com muita sede de se destacar da manada a que fazem parte. E fazem de tudo para chamar atenção. Este grito de esperança e desespero não traz bons frutos. Visto o caso da empregada doméstica espancada. Isto é bárbaro. Penso do ponto de vista dos pais: O que será que estava errado? Como saber antes que aconteçam fatos tristes como estes? E os garotos que atearam fogo em um índio? Todos esses problemas passam pelo crivo dos pais. É como aquela apresentação diz: faltam pais maus.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Criança é fogo!

Criança é fogo! Tem todo um jeito novo de ver as coisas, perguntar. Sempre de uma forma inocente. Lembro um dia que estava com o meu filho esperando meu pai no hospital. Conversa vai, conversa vem e foi chegando mais gente. Até que chegaram umas senhoras idosas e se sentaram perto da gente.
Meu filho então perguntou:
- Pai, por que as velhinhas tem cabelo branco?
Eu tentando disfarçar um pouco e querendo ganhar tempo, disse:
- Quem?
- As velhinhas. Por que elas tem cabelos brancos?
Eu meio constrangido com senhoras disse:
- As pessoas não gostam de ser chamadas de velhinhas, meu filho.
- Por que não?
Ora, se as pessoas eram velhas realmente, era justo que ele fizesse essa pergunta.
- Porque ninguém gostam de ser chamado de velho. É falta de respeito. A gente fala "Senhoras".
Eu não sei se ele entendeu e nem sei se as senhoras ouviram realmente, mas com certeza as velhinhas sabem: criança é fogo!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Na rotina start...

... Existem tantas coisas que acontecem com a gente no dia-à-dia que nem sempre damos a devida importância. Muitas delas nos fariam mudar de atitude, bastando para isso olhá-las com outros olhos...