quinta-feira, 28 de junho de 2007

Basquete

Eu sempre gostei de esportes. Um deles em especial: basquete. Não sei se pela dominação da propaganda dos Estados Unidos, NBA ou sei lá o quê.

O engraçado é que só depois de "velho" é que vim observar melhor o jogo. Hoje em dia vendo minha filha jogar no colégio com suas amigas, é que me deparo com situações estranhas. Não sei se é pela cultura do Brasil, mas o que se "incentiva" é o ataque. O que eu vejo é uma vontade desenfreada de pegar a bola e fazer "aquela cesta".

No minha humilde visão, o basquete é um jogo de defesas, no qual você começa o jogo SEM a bola e busca fazer o outro time perder a posse da bola. Aumentando a marcação (101), garantindo o rebote defensivo, fazendo as coberturas. No ataque: infiltração e bandeja, levando-se em conta os lances-livres. Buscar o rebote defensivo sempre e ajudar no "corta-luz" (característica defensiva aplicada ao ataque). Este é o esboço, bem básico na verdade, do jogo de basquete para mim.

O que eu vejo na prática entretanto é outra coisa: fazer cesta com "jump shot". Em qualquer lugar. Sempre que se encontra marcação a busca é por um espaço para arremessar. Arremessar dos três então é a glória. Como o conceito básico de fazer bandeja não consegue se estabelecer no esporte local? Estarei errado? Pelo menos é dessa forma que os americanos jogam.

É desta forma que se ensinam a jogar basquete: dois dentro do garrafão, três fora. Os três ficam passando entre si e arremessam quando puderem. Isso é trabalhar a bola nesta filosofia. Sei que esta não é a verdade para todos os times, clubes ou escolas, mas digo, essa é uma forma de jogar bastante difundida.

Assim fico eu assistindo o treino, pensando quando será que a gente irá mudar o nosso paradigma de jogo? Espero que a minha filha tenha paciência com o papai pedindo que ela vá para bandeja ao invés de arremessar... :)

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